Com uma produção orçada em 130 milhões de dólares, chega aos cinemas japoneses sábado 8 o novo filme do diretor Rob Cohen, Stealth. Famoso por fazer longas de ação, como Velozes e Furiosos e Triplo X, o cineasta aproveitou todas as vantagens que a tecnologia permite e criou uma história na qual os humanos não passam de meros coadjuvantes - os efeitos especiais é que são protagonistas.

Ben Gannon (Josh Lucas), Kara Wade (Jessica Biel) e Henry Purcell (Jamie Foxx) são tenentes de uma divisão da marinha norte-americana, na qual pilotam jatos ultra-secretos denominados Stealth. Considerados os melhores da área, recebem do capitão George Cummings (Sam Shepard) a missão de testar um novo modelo: o EDI (Extreme Deep Invader), um veículo aéreo de combate não tripulado, dotado de inteligência artificial e que vai se mostrar capaz de observar - e imitar - os humanos.

Tanto que, ao ver Gannon ignorar o pedido de seu comandante e destruir um alvo repleto de terroristas no centro de Yangun, na China, o EDI logo aprende que as ordens são feitas para serem descumpridas. E que, se preciso, não vai hesitar em colocar isso em prática.

Seu primeiro “trabalho” ocorre no Oceano Pacífico e é bem-sucedido. Porém, durante a viagem de volta, o avião é atingido por um raio, o que faz seu sistema principal se expandir em uma dimensão que os criadores jamais haviam previsto. Compartilhando arquivos secretos, sua inteligência começa a evoluir, e as ordens humanas passam a ser questionadas.

Na segunda tarefa, seu comportamento muda. Assim como o ritmo da fita: para se proteger, os tripulantes decidem não atacar o chefe militar de uma remota província chinesa, uma vez que ele possui armas nucleares. Porém, quando Gannon aborta a missão, o EDI contraria suas ordens e executa o ataque assim mesmo.

E a ameaça não pára por aí: o veículo decide realizar, por vontade própria, uma missão secreta na Rússia, que - se não for impedida - pode provocar algo muito além de um simples combate: o início de uma guerra nuclear mundial.

O filme começa com uma grande explosão em uma caverna. Outras duas ocorrem na Coréia do Norte e no Alasca. Na parte dos efeitos especiais, há ainda uma nuvem nuclear sobre a China, ou seja, a produção é muito mais focada nos melhores efeitos visuais que a tecnologia permite do que na interpretação dos atores. O romance entre Gannon e Kara passa quase despercebido pelo público, mais interessado nas tomadas aéreas e na pirotecnia das cenas.

Brasil
O longa conta com a presença de uma modelo brasileira. Disposta a fazer carreira em Hollywood, a paranaense Caroline de Souza Correa interpreta a namorada de Purcell. Vale lembrar que esse não é seu primeiro trabalho nas telonas: ela interpretou a assistente do senador Bail Organa (Jimmy Smits) no filme Star Wars III.

Publicado originalmente no site do jornal Tudo Bem em 08/10/2005.