1210_mais_de.jpgPrincesa AikoUma pesquisa sobre a sucessão imperial no Japão mostrou que 71,9% dos japoneses apóiam a quebra da sucessão imperial masculina, dizendo que o filho de uma monarca, não importa o sexo dele, pode se tornar herdeiro do trono.

Aqueles que querem a continuidade da tradição de passar o trono apenas para filhos homens do imperador, o que ocorre há mais de dois mil anos, ficaram em 16,1%, segundo pesquisa realizada pela Agência Kyodo.

A pesquisa foi feita após o painel que discutia a questão da sucessão ter enviado ao Parlamento um projeto que permitiria a sucessão feminina no dia 24 de novembro. Nenhum herdeiro homem nasceu na família imperial nos últimos 40 anos.

A pesquisa também mostrou que 75,3% são a favor de mulheres no trono, enquanto 11,8% disseram que apenas homens devem ocupar o Trono do Crisântemo, como regula a Lei da Casa Imperial, vigente desde 1947.

As opiniões divergem quanto à ordem de sucessão, já que 43,3% sugerem que o primeiro filho do imperador deva ser o próximo na linha de sucessão, seja qual for o sexo. Um número bem próximo, de 42,2%, prioriza o homem mais velho, passando na frente de qualquer filha.

Há dois meses, uma pesquisa feita pela Associação de Presquisas de Opinião Pública do Japão mostrou um recorde de 83,5% apoiando mulheres no trono, enquanto apenas 6,2% são pela tradição da herança masculina.

O painel do governo decidiu propor a opção em que o primeiro filho do imperador, menino ou menina, seja o próximo para a linha de sucessão. Isso abre as portas para a princesa Aiko, filha de Naruhito e neta de Akihito, que entraria na fila para o Trono do Crisântemo.

Na última pesquisa, 77,4% das mulheres apóiam a sucessão feminina. O apoio à reforma é maior na faixa etária dos 20 anos, em que 90,9% aprovam a idéia. Dos homens, 66,1% aprovam, sendo que na faixa dos 30 anos, 51,9% são a favor de uma imperadora.

O Japão já teve oito mulheres no trono, que reinaram entre os séculos VI e XVIII. Nenhuma delas teve filhos após subirem ao trono, o que acabou preservando a linha direta de herdeiros entre 125 imperadores.

Os tradicionalistas dizem que a linha será quebrada, caso Aiko se case com um plebeu, como aconteceu com Sayako, irmã de Naruhito e filha de Akihito, quando em novembro se casou com o funcionário público de Tokyo Yoshiki Kuroda.

Apoio A Koizumi
Na mesma pesquisa, foi perguntado sobre o primeiro-ministro Junichiro Koizumi, líder do painel que decide a questão da sucessão. A taxa de aprovação do premiê ficou em 57,1%, queda de 3% desde a última pesquisa, há um mês. A taxa de reprovação teve um crescimento de 4,5%, indo para 33,2%.

Publicado originalmente no site do jornal Tudo Bem em 10/12/2005.