
Silvio Sano
escritor, autor de Sonhos Que De Cá Segui.
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No dia 9 de outubro, em São Paulo, no Buffet Colonial, com muita pompa, foram comemorados os 10 anos da revista Made in Japan (da Editora JBC, como a Gambare!).
Foram 120 revistas mensais! Não é fácil chegar a esse número e ainda se manter no topo dentro desse mercado, como o próprio diretor-presidente, sr. Masakazu Shoji, afirmou em sua Carta do Presidente na revista nº 120.
No início, dez anos atrás, ele não acreditava que uma revista tão específica pudesse passar de dois anos sem se esgotar. Hoje, ao contrário, acha que nem em mais dez anos, por seu formato editorial e pela diversidade cultural que o Japão oferece, consiga fazer aflorar tudo o que este país tem a oferecer ao leitor em forma de entretenimento, informação e conhecimento.
Aliás, ele foi feliz também na citação da expressão japonesa “Junen hitomukashi” (10 anos é uma época), ainda mais em tempos atuais que, ancorado no avanço tecnológico, o mundo se transforma em uma incrível rapidez.
E, no caso da revista, é verdade. Conheci Luzia, sua filha, ainda lá no início da “Made” e Patrícia Regner, atual diretora de negócios, que foi uma das destacadas alunas de um curso de oratória que coordenei no passado. Júlio Moreno, diretor de publicações, conheci bem mais tarde, quando, com muita bravura e persistência, buscava consolidar a posição que a revista ostenta hoje. Apenas por essas três queridas referências não dava mesmo para deixar de imaginá-los como futuros elos representativos entre essas duas culturas. Deu no que deu.
Mas aí, folheei a nº 120 e, para a minha surpresa, parecia que estava revendo a minha antologia de crônicas “O Meio Faz o Homem”, com a diferença de que a revista mostra todos os tópicos apenas pelo lado japonês.
Em minhas crônicas faço abordagens associativas, às vezes comparativas. A revista deixa por conta do leitor, de formação brasileira, as conclusões. Ou seja, criaram uma revista informativa, mas que também estimula a reflexão e o debate, papel que toda revista deve cumprir quando atinge o grau de relação que tem com o seu público.
E, agora, é a vez de Gambare!, que começou como um encarte (e ainda é), mas já começa a ganhar autonomia e independência tal como outros semelhantes (Veja São Paulo, Revista da Folha, etc.). Vem, também, conquistado o Brasil. De repente, sem perceber, “junen hitomukashi” terá baixado também por aqui. Aliás, nem tinha percebido que já estou para completar 2 anos com os queridos leitores da Gambare!.
Yappari ne…! Taihen gokurosamadeshita e parabéns a todos, inclusive aos queridos leitores, porque sem a recíproca relação, a revista não existiria. Mas, chega de “confetes”… porque aquele nosso país, da “piada pronta”, como diria o humorista Zé Simão, não me permite.

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