Silvio Sano
escritor, autor de Sonhos Que De Cá Segui.

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Espero que os queridos leitores tenham entendido e associado o título deste artigo apenas à ilustração que o acompanha. Lógico que o meu desejo é para que tenham um 2008 (ano do Rato) o mais próspero possível, em todos os sentidos, quais sejam: profissional, fraterno-social, educacional e psicológico.

Isto é, para que superem todos os confrontos que terão pela frente, sem muitos conflitos. Aliás, este, Confrontos & Conflitos, é o título do meu último livro (Ops! Também necessito de pro$peridade, né).

De minha parte, procurei ocupar este espaço com os mais variados temas, mas sempre privilegiando a questão dos dekasseguis, até porque foi para isso que cederam-me esta coluna. Não foi muito difícil porque sempre que o tema diretamente ligado a nós não me vinha à cabeça, recorria logo ao País da Piada Pronta (crédito a José Simão… eu, heim!). E isso era bom (?) porque, dessa forma, trazendo notícias de lá, achava que estava contribuindo para a nossa não-alienação em relação à pátria amada idolatrada.

Se bem que, às vezes, ou melhor, dependendo da notícia, ficava na dúvida se estava mesmo contribuindo. Mas, deixe estar! Notícias de lá, boas ou más, têm de ser sempre bem-vindas.

Não? Nesse aspecto, pretendo continuar o mesmo para o ano que vem… até porque, graças aos nossos políticos, assuntos vindos de lá nunca irão me faltar (aliás, ser “espertinho” é outra das muitas características que formam o nosso perfil brasileiro).

Mas o meu maior desejo é o de interagir ainda mais, ou muito mais, com os queridos leitores, até porque 2008 também é o ano do centenário da imigração japonesa no Brasil, gostem uns, não gostem outros.

As causas que levaram os nossos ancestrais ao Brasil foram tão tristes e penosas quanto as que nos trouxeram ao Japão, mas é inegável que ganhos também existiram, porque não há intercâmbio cultural, voluntário ou forçado, que não seja profícuo.

Assim, convido-os para que em 2008 nos aprofundemos mais nos assuntos ligados às raízes, porque, mais do que festejar o “centenário”, é necessário entender e combater qualquer movimento migratório forçado.