Leila Navarro
Escritora e palestrante motivacional e comportamental, é ganhadora do prêmio Top of Mind de melhor palestrante do ano.

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Muitos me perguntam o que devem fazer para serem funcionários produtivos. Devem trabalhar mais? Atingir bons resultados? Ir além das metas propostas? Talvez sim, talvez não. Vamos analisar.

O funcionário produtivo não é o que só pensa em trabalho, o famoso workaholic, mas aquele que consegue cumprir suas metas e sabe administrar o seu tempo. Ele sabe que é necessário equilibrar a vida pessoal com a vida profissional.
Um diferencial do funcionário produtivo é a sua capacitação especializada. Com isso, ele sente muito mais serenidade e controle sobre o emprego. Outro é a qualidade de vida, o que lhe traz felicidade e proporciona um ambiente pró-ativo.

Eu mesma digo a minha equipe que mais vale um dia de descanso do que um dia mal trabalhado. Faça um teste: tire um dia para recarregar as energias e veja, no dia seguinte, como estará a sua produtividade. Provavelmente você estará em ótima forma, com toda a voracidade para finalizar pendências. O efeito é o mesmo se você aproveitar o dia de folga para descansar realmente. Aliás, fim de semana é para descansar, não para trabalhar.

Cuidado: não confunda produtividade com disponibilidade. O fato de você ser produtivo e dar conta da demanda não significa que deva estar disponível para assumir tarefas em excesso. Aí mora o perigo. Não saber falar NÃO e desconhecer seus limites é um grande risco que pode ocasionar a fadiga e o estresse, fatais para a produtividade. Pode-se entrar em uma espiral de excesso de trabalho e ter dificuldades para sair.

Para perceber se sua produtividade está diminuindo, fique atento aos sinais. Você já disse para si mesmo algo como “não sei o que há, não estou rendendo tudo o que posso render?” Anda estressado, sem interesse pelas coisas cotidianas, não tem mais tempo para o lazer ou para a família e não consegue fazer metade das coisas de que precisa? Então, cuidado, tudo indica que sua produtividade está em baixa. Quando isso acontece, nos sentimos cansados e temos um desvio de atenção muito grande. Não conseguimos nos concentrar.

Às vezes, você tem a sensação de não saber o que está fazendo ou questiona o porquê de estar onde está? Isso, provavelmente, é um sinal de que ainda não descobriu sua missão, o sentido da vida. Vem daí o sentimento de infelicidade ao realizar tarefas diárias, seja no trabalho ou com sua família.

Em meu livro Qual é o seu lugar no mundo?, lançado pela Editora Gente, falo sobre a importância de você reconhecer sua missão, aprender a lidar com o excesso de pressão e evitar armadilhas que o afastam da pessoa que deseja ser. Uma vez que tenha conseguido isso, a depressão tende a não aparecer e a produtividade vem naturalmente.

Há quem diga que, para sermos produtivos, temos de fazer o que gostamos ou gostar do que fazemos. Eu penso que o mais importante é fazer o que sabemos executar da melhor maneira possível. Esse é o grande segredo de “ser produtivo”. Igualmente importante é que tudo o que fazemos tenha relevância interna para nós, um sentido. Se você está atuando em algo que não o faz feliz, por que não tentar a mudança?

É necessário buscar atualização e capacitação, mas tudo realmente fará a diferença quando você se tornar empreendedor do seu próprio sonho e for fiel aos seus valores. Assim tudo fica mais claro, simples e a produtividade tende a fluir.

Lembre-se: trabalhar duro todos os dias, como um workaholic, não é produtividade, é falência. Tente agregar à sua vida autoconhecimento, auto-estima e autoconfiança. Administre-se e responsabilize-se por sua qualidade de vida. Reconheça seus talentos e busque ser reconhecido por eles.