A brasileira Renata Fujita, 18 anos, não se preocupa em estudar o idioma porque em seu local de trabalho há muitos brasileirosO Ministério das Relações Exteriores reafirmou, na primeira semana de maio, alguns dos itens que farão parte do pacote de emissão de vistos aos estrangeiros, atrelada ao domínio da língua japonesa. Já é fato: a previsão é de que a lei siga para votação no Parlamento em janeiro e entre em vigor em 2009.
A novidade, comentada por uma fonte anônima do governo, é que a exigência do nihongo não deve seguir patamares muito elevados, mas poderia ser avaliado pelas provas do exame de proficiência em língua japonesa, dividido em quatro níveis de dificuldade. Justamente é aqui que começam os problemas para os brasileiros que não contam com tempo ou disposição para estudar a complexa e complicada língua japonesa.
É o caso da brasileira Renata Fujita, 18 anos, moradora de Kakegawa (Shizuoka). Ela não se preocupa em estudar o idioma porque o seu local de trabalho tem muitos brasileiros, enquanto os japoneses tentam se comunicar em português usando dicionários. “O tantosha da empreiteira ajuda bastante fazendo a tradução quando é preciso, e, por isso, a gente acaba se acomodando. Se vou a uma loja japonesa, me comunico com gestos ou vou com uma amiga que saiba o idioma”, conta.
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Publicado originalmente no site do jornal Tudo Bem em 10/05/2008.

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