
Nelson Tanuma
Consultor, palestrante e escritor, especialista em desenvolvimento do potencial humano. Foi dekassegui em 1993.
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Pesquisas demonstraram que até os sete anos as crianças ouvem cerca de setenta mil vezes a palavra “não”. Desde bebês, somos constantemente repreendidos de forma agressiva com entonação alterada e, por vezes, em altos brados, com frases como: “não faça isso!” ou “pare com isso!”. Essas palavras ficam gravadas na memória para sempre, e, assim, tendemos a repetir os padrões de comportamento dos pais, no relacionamento interpessoal no lar e no trabalho.
Assim, corremos o risco de vivenciar o “paradigma das vítimas das vítimas”, em que as crianças vítimas de violência e abusos por parte dos pais tendem a tornarem-se violentos e abusadores de crianças, por não terem tido a oportunidade de desenvolver a empatia; por outro lado, as crianças criadas e educadas com amor e atenção tendem a repetir essa conduta.
Venho ministrando palestras sobre violência doméstica em ONGs da região da grande São Paulo. Percebo que a maioria das mulheres que sofrem violência de seus companheiros têm baixo nível de escolaridade e histórico familiar de agressões físicas, especialmente na infância. Elas têm dificuldade de sair dessa situação, principalmente em razão da necessidade de prover alimentação para si e para os filhos, de ter um lugar qualquer para morar. Entretanto, é importante ressaltar que esses ganhos secundários, invariavelmente, transformam-se em perdas primárias, ou seja, perda do amor próprio, da motivação, e até da capacidade de amar.
Precisamos quebrar paradigmas e padrões familiares negativos para que possamos nos tornar seres humanos melhores, capazes de atuar de forma positiva em favor do bem-estar da sociedade e das futuras gerações.
Até na área profissional, pela influência e fascínio natural que nossos pais exercem sobre nós, desde a nossa mais tenra idade, vemos neles a figura do herói ou heroína, e isso pode nos levar a desejar atuar na mesma profissão deles, o que, a princípio, pode ser interessante e salutar. Mas é importante que olhemos para dentro de nós mesmos e busquemos ter como meta exercer uma atividade que esteja de acordo com nossos dons inatos. O que mais amamos fazer não precisa necessariamente ser a mesma profissão dos nossos pais (e muito menos a profissão que eles sonharam para nós). Os pais, inconscientemente, projetam nos seus filhos os próprios anseios dizendo, por exemplo: “já que não consegui realizar o meu sonho de ser médico, quero que meu filho o seja”. Você não precisa comprar o sonho de seus pais. Você pode ter seus próprios sonhos, e é bom que seja assim.
Tome cuidado também com as profissões que estão sendo naturalmente extintas, como é o caso da profissão de ascensorista de elevadores. Essa profissão foi relevante até cerca de vinte anos atrás, na época em que os elevadores eram inseguros por falta de tecnologia e normas de seguranças mais rígidas. Há alguns anos, a atividade era imprescindível para garantir a segurança dos passageiros. Entretanto, as normas de segurança são muito rigorosas nos dias de hoje: exige-se três cabos de aço, além de células fotoelétricas que comandam a abertura e o fechamento das portas pela detecção do calor emitido pelo corpo. A figura do ascensorista tornou-se uma figura pouco necessária.
Tome atitudes e dê abertura para que o ciclo da felicidade comece a fazer parte de sua vida agora mesmo!

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