Nelson Tanuma
Consultor, palestrante e escritor, especialista em desenvolvimento do potencial humano. Foi dekassegui em 1993.

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O poder é algo difícil de ser medido e faz parte de todos os relacionamentos humanos, podendo ser bom ou mau, dependendo da maneira como for utilizado, e caracteriza-se pela expectativa e pela ligação física e emocional que as pessoas têm em relação ao detentor do poder.

Ao longo da história pudemos observar que o poder da força bruta e da espada esteve presente de forma bem definida no feudalismo, um modo de organização da vida em sociedade que predominou entre os países da Europa entre os séculos V e XV. Nessa forma de organização, os camponeses trabalhavam para o senhor de terras em troca de proteção.

A Revolução Industrial, que teve início em 1750, evidenciou o poder do dinheiro. A partir de 1950, iniciou-se a era da sociedade da tecnologia e da informação, em que o poder rapidamente migrou para as mãos dos detentores da informação e do conhecimento.

Analogamente, a mitologia japonesa que remonta mais de 2000 anos, nos fala de sanshu-no-jingi, os três objetos sagrados ofertados à deusa Sol, Amaterasu-omi-kami. Até hoje são símbolos do poder imperial: a espada, a jóia e o espelho.

A espada se relaciona ao poder da força bruta, a jóia é ligada ao poder do dinheiro. Mas o espelho, no qual Amaterasu-omi-Kami viu o próprio rosto e teve conhecimento de si mesma também reflete o poder da informação, da imaginação, da consciência, da visão global e, principalmente, do autoconhecimento.

O poder de persuasão pela força bruta continua sendo comum, haja vista o grande investimento em poderio militar de certas nações. Entretanto, o uso da força bruta no convívio social, atualmente, é objeto de repúdio.
Toda mudança deve partir de dentro do ser humano para se manifestar de forma concreta na sociedade. O filósofo grego Heráclito escreveu há cerca de 1500 anos: “A grande revolução da alma começa dentro de nós”. Em verdade, nossos maiores fantasmas estão dentro de nós mesmos.
O psicólogo Daniel Goleman, autor da teoria da inteligência emocional nos fala sobre a importância da autoconsciência, caracterizada pelo desenvolvimento da capacidade de reconhecer um sentimento quando ele ocorre, definindo-a como a pedra fundamental da inteligência emocional, pois ela nos permite ter o discernimento emocional e autocontrole.

O filósofo grego Aristóteles tratou com propriedade da importância do autocontrole dizendo: “Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil”; realmente é muito difícil, mas é algo pode ser trabalhado. A incapacidade de interpretar nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê deles, e corremos o risco de nos tornarmos escravos de nossos próprios sentimentos, como um barco navegando sem velas, à deriva, em mar aberto. As pessoas de maior certeza sobre seus próprios sentimentos são os melhores pilotos de suas vidas, tendo um sentido mais preciso de como se sentem em relação às decisões pessoais, desde com quem se casar a que emprego aceitar.

A partir da descoberta desses novos referenciais estaremos a caminho de desvendar os segredos que conduzem o ser humano à melhor qualidade de vida, controle do estresse, sucesso nos relacionamentos interpessoais, prosperidade financeira, harmonia familiar, sucesso no trabalho e nos negócios em geral. O autoconhecimento, hoje em dia, é a maior e mais eficiente fonte de poder.