
Nikos Magno
tem um ponto de vista privilegiado do futebol profissional japonês e escreve sobre a J-League e o panorama esportivo no arquipélago para a Gambare! Online
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Uma pausa na J. League para os jogos pela Copa do Imperador. A Copa mais democrática que conheço, pois dela participam times de todas as categorias. Equipes de fábricas, de amigos, de escolas, da JFL, da segunda e primeira divisão de profissionais. Essa diversidade de jogos começa em abril no sistema de eliminatória simples e termina no dia primeiro de janeiro no Estádio Nacional de Tóquio, sempre lotado.
Os times profissionais da primeira divisão entraram na competição somente agora e um deles levará o título, mas antes irão tomar uma canseira brava dessas equipes amadoras dispostas a tudo para mostrar a que vieram.
O Kashima Antlers – atual campeão da J. League e da Copa do Imperador – só conseguiu passar por uma equipe de universitários nos pênaltis, depois de empatar em dois gols no tempo regulamentar e prorrogação, correndo sempre atrás, pois ficou em desvantagem no placar por duas vezes. Somente na hora dos pênaltis é que deu para perceber a diferença entre os profissionais e universitários, porque o goleiro Sogahata defendeu três chutes consecutivos selando a vitória do time do Kashima.
Apesar da vitória, nesta rodada, de todos os times da J. League deu para notar um encurtamento técnico e muitas vezes até tático entre os participantes, o que pode significar simplesmente duas coisas: os amadores melhoraram muito ou os profissionais estacionaram. Como a cultura japonesa zela pela igualdade, pode ser que estejam querendo nivelar o futebol também, puxando quem está por cima e fazendo sucesso.
CAMPEÃO PELA PRIMEIRA VEZ
O Trinita Oita sob o comando de Péricles Chamusca venceu o Yamazaki/Nabisco pela primeira vez. Passou pelo Shimizu S-Pulse que estava apático, parecendo amedrontado com a torcida e com a disposição do Trinita. A festa foi enorme e festejada não com champagne, mas com soda. Isso mesmo, soda limonada, que foram chacoalhados e jogados nas cabeças dos atletas, bem ao estilo “baseball”.
O jogo foi o de sempre, defesa forte, muita correria e o oportunismo dos atacantes. Weslei marcou o segundo faltado menos de um minuto para o término. É ou não é oportunismo?

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