Nikos Magno
tem um ponto de vista privilegiado do futebol profissional japonês e escreve sobre a J-League e o panorama esportivo no arquipélago para a Gambare! Online

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Enquanto Kashima Antlers, Mitsubishi Diamond e Nagoya Grampus correm para ver quem levantará o troféu de campeão, na parte de baixo da tabela a luta, além de árdua, é vergonhosa.

Restando ainda duas vagas para saber quem se juntará ao Consadore Sapporo que já caiu, as equipes mais fracas vivem sob intensa tensão, pois o rebaixamento ronda seis equipes, todas com orçamentos generosos e que fizeram contratações de peso para esta temporada.

Sem exceção, todos os candidatos ao rebaixamento iniciaram o campeonato com treinadores de qualidade duvidosa, pouca experiência para lidar com profissionais e incapazes de montar equipes competitivas. O melhor exemplo dessa safra de treinadores é o Tetsuji Hashiratani, que conseguiu a proeza de levar o Tokyo Verdy à antepenúltima colocação com apenas 36 pontos e apenas dez vitórias desde março, quando começaram os jogos.

Só para refrescar a memória, o Tokyo Verdy já venceu a J. League duas vezes, Yamazaki-Nabisco, três vezes e a Copa do Imperador em cinco ocasiões. Hoje vive a incerteza de um futuro digno.

No meio desse bolo de times incompetentes, temos o Júbilo Iwata com três títulos da J. League, um do Yamazaki-Nabisco e dois da Copa do Imperador, e o Yokohama Marinos com três títulos da J. League, um do Yamazaki-Nabisco e seis taças da Copa do Imperador. Também são sérios concorrentes ao rebaixamento. Acompanhar a parte de baixo da tabela está tão emocionante quanto adivinhar quem será o campeão. Pode uma coisa dessas?

Profissionais do futebol de salão
É incrível, mas depois de onze rodadas ainda temos duas equipes da F. League que não venceram. Explicando melhor perderam todos os jogos da liga até o momento.

Quem carrega o prêmio de pior equipe é o Stellamigo de Iwate, seguido do Bellmare de Kanagawa, ambos sem nenhuma vitória e com poucas perspectivas de melhora se nada for feito.

A F. League é formada por apenas oito equipes e dela participam dezesseis atletas brasileiros, todos completamente desconhecidos até para quem acompanha o dia a dia do futebol de salão. A grande maioria tem descendência japonesa e vieram trabalhar em fábricas japonesas. Um pouco de sorte, alguma técnica e muita força de vontade fizeram desses conterrâneos atletas profissionais. Se continuar nesse rítimo o Japão pode se transformar na terra das oportunidades para atletas de futsal desconhecidos. Quem sabe?