Nikos Magno
tem um ponto de vista privilegiado do futebol profissional japonês e escreve sobre a J-League e o panorama esportivo no arquipélago para a Gambare! Online

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Recentemente, assisti aos jogos entre o Liverpool x Arsenal e Tottenhan x Chelsea, pelo campeonato inglês. Vi equipes bem armadas, bons passes, técnica, muita aplicação e, sobretudo muita noção tática por parte dos jogadores. Mas o que mais me impressionou foi que os jogos eram jogados em pé, sem aquele cai-cai tão característico das equipes ruins.

Acompanhei também vários jogos da J. League e lá vi muita correria, força de vontade transbordando, chutes e passes estranhos e pouquíssimo senso tático por parte dos jogadores. As variações das jogadas praticamente inexistiam, eram cruzamentos sem pé nem cabeça ou passes em profundidade na esperança de encontrar um salvador que resolvesse o problema sozinho.

A sucessão de erros era medonha e praticamente impossível saber quem seria o vencedor mesmo faltando pouco para o término da partida. As jogadas não eram controladas por nenhum dos times e parecia que a sorte tinha mais influência do que o plano tático. Mais do que expectativa gerava ansiedade.

Outro ponto que me chamou a atenção, mas que não tem nada a ver com futebol foram os cabelos bem aparados, a postura atlética e a aparência bem cuidada dos jogadores ingleses, pois como homens públicos que são, sabem que precisam servir de exemplo em vários aspectos. Por tudo o que vi, acho que o futebol japonês não está perdendo somente na técnica, perde na maneira de encarar o esporte profissional como um instrumento para mostrar à sociedade o valor da beleza esportiva junto com a aparência atlética de seus integrantes. Será que o futebol de cada país reflete um pouco da beleza exterior da sua população?

Liga dos campeões da Ásia
Gamba Osaka será o representante japonês no Mundial Interclubes da FIFA, que será realizado entre 11 e 21 de dezembro. Venceu o United Adelaide duas vezes e não deixou dúvidas de que é a melhor equipe do continente. Como anfitriões, o Japão teria um representante de qualquer jeito. Por isso, a sorte soprou para os lados dos australianos e o United – mesmo derrotado duas vezes, sofrendo seis gols e não marcando nenhum – assegurou uma vaga por ser o vice-campeão. Pode uma coisa dessas? Ainda querem que os times asiáticos se tornem competitivos. Brincadeira tem hora.