Nikos Magno
tem um ponto de vista privilegiado do futebol profissional japonês e escreve sobre a J-League e o panorama esportivo no arquipélago para a Gambare! Online

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Demorou, mas a J.One vai terminar. Somente mais um jogo e pronto, teremos a confirmação de que o Kashima Antlers será o campeão, assim como foi no ano passado.

Osvaldo de Oliveira fez um excelente trabalho. Deu oportunidade para os jogadores jovens e confiança para os veteranos. Foi a mesma coisa quando treinou o Corinthians, Fluminense. Óbvio, não?

Trinita Oita foi campeão pela primeira vez. Venceu o Yamazaki-Nabisco com méritos. Não é um time espetacular, mas é unido e cada um sabe exatamente o que fazer. Chamusca está na sua quarta temporada à frente do Oita e mostrou que entende de futebol. Isso é óbvio.

O Grampus veio com Stojkovic, iugoslavo que fez história no time patrocinado pela Toyota. Em seu tempo como jogador no próprio Grampus, não aceitava o amadorismo que imperava na época e foram muitas as brigas com companheiros e principalmente com os árbitros acostumados a apitar jogos estudantis. Retornando como treinador, mostrou a mesma ousadia e coragem, conseguindo finalmente colocar a equipe entre os grandes da J. League.

Marquinhos terminará como artilheiro isolado da competição com os seus 21 gols até o momento. Veterano em terras nipônicas, já passou por várias equipes tendo sucesso em todas. Venceu porque conhece muito bem a cultura japonesa e entende o que está escrito nas entrelinhas da sociedade desse país.

É óbvio que Davi do Sapporo foi o destaque isolado do Consadole, que caiu para a segunda divisão faltando várias rodadas para o fim do campeonato. Enquanto seu time só conseguiu vencer quatro jogos até agora, ocupando a última colocação e tendo a defesa mais vazada com 69 gols, ele sozinho conseguiu a proeza de marcar metade de todos os gols da sua equipe ocupando a vice-liderança na artilharia com 15 gols, o que pode ser considerado um milagre.

Hiroshima Sanfrecce subirá para a J.One. Lidera a segundona com folga e garantiu o acesso há quase dois meses. Possui o melhor ataque, a melhor defesa e o artilheiro da competição. Sem falar na vantagem de vinte dois pontos em relação ao segundo colocado. Apesar de tudo isso, é óbvio que se não obtiver reforços para o ano que vem, têm grandes chances de disputar a repescagem novamente.

Outro que vai para a primeira divisão é o Montedio Yamagata, que atingiu pontuação suficiente para não ser mais alcançado pelo terceiro colocado. É óbvio que como vice-líder tem a segunda defesa menos vazada e o segundo saldo de gols.

Hiroshima Sanfrecce representará o sul do país, e o Montedio Yamagata, o norte, dando mais equilíbrio na distribuição das equipes pelo arquipélago. Óbvio.